blog

O guarda-roupas verde

Nos últimos meses, enquanto preparava as instalações da minha nano-cervejaria, aproveitei pra confirmar a aptidão dos Schneiders no tosco-marcenarismo. Na minha melhor investida nesse universo, retalhei, pintei e adaptei um velho móvel que usava pra serigrafia num simpático guarda-roupas verde:

O guarda-roupas verde

Realmente uma pena não ter feito um registro já com o acervo da proprietária. Ambos muito charmosos.

Elvis. Não aquele.

Dentro de um par de dias Elvis não estará mais ao meu alcance. Não só ao meu, mas de uma turba de fãs e amigos que sentirão falta das típicas costeletas, da incrível malemolência, da voz inconfundível, mas sobretudo, das sacadas geniais que ele coloca nas camisetas e que vestem todo e qualquer ser que tenha, no mínimo, um doze avos de humor no sangue e 25 pilas no bolso (que ninguém é bobo).

Hello NietzscheSeja um idiota

GurgelCCCP

 

Além de fã e amigo, tenho o privilégio de ter sido aprendiz desse cretino, que vai trocar esse país abençoado por Deus pra viver no Canadá, sob o pretexto de ter achado a sua metade da laranja. Quando eu e Nico Collares decidimos imprimir nós mesmos os aventais do Parangolé (cuja marca estávamos ajudando a criar lá pelos idos de 2005 2006), não tínhamos outra alternativa a não ser ligar inúmeras vezes ao desertor aqui em questão, atrás de conhecimentos avançados na área da serigrafia. Tempos depois assisti a um dos seus disputados workshops na fabico e passei a imprimir algumas camisetas por aí, mas sempre recorria ao mestre em caso de dúvidas ou pra propor algum plano maluco de parceria.

Repórter ou crítico de cinema: cove sempre veste bem.
Repórter ou crítico de cinema: cove sempre veste bem.

No entanto, há uma verdade a ser dita: apesar de ter me ensinado todas as manhas do tosco-serigrafismo, a minha ânsia de personalizar camisetas é anterior aos ensinamentos de Elvis Branchini. Existem relatos maternos que contam de algumas tentativas no primeiro grau, mas a primeira prova fotográfica é do ano de 1994:

Jovem é ou não é uma merda?
Jovem é ou não é uma merda?

Existe também um outro belo registro feito no ano de 1998:

Osso Duro e Pato Fú em 1998: um raro registro.
Osso Duro e Pato Fú em 1998: um raro registro.

A impressão, óbviamente,  não foi feita por mim, mas todo o processo foi acompanhado de perto, por conta do receio de que a belíssima arte (feita com papel recortado) não fosse reproduzida com a qualidade necessária. Desnecessário dizer que tanto Fernanda Takai como John Ulhoa não usaram o mimo no show, mas isso faz bastante tempo e já superei o episódio.

Divergências históricas a parte, quero aproveitar os dias que antecedem a viagem para distribuir adesivos que farão uma tentativa desesperada de evitar mais essa deportação de amigos para lugares de gosto duvidoso. Conto com a ajuda de todos antes, durante e depois da festa do dia 19.

Fica, Elvis!

Canadá?
Fica, Elvis.

Pão de malte

Post em homenagem ao irmão Léo Ponso, que inacreditavelmente completa 29 anos hoje.

Há uns 3 ou 4 anos atrás ouvi o pai contando das maravilhas daquelas panificadoras domésticas, que inundam a casa com cheiro de pão quente de manhã, que são programáveis, que fazem geléia, bolo… até que acabei comprando uma. Me viciei naquela rotina de alimentar a maquineta com farinha, leite, fermento, etc e receber de volta um belo pão caseiro no momento em que acordava. Achei aquilo genial. Com o tempo, mandei as favas a automação e fui me aventurando no padeirismo. Testei pão doce, integral, centeio, com queijo, com ervas, calabresa. O ápice das minhas experimentações foi cultivar fermento natural durante 2 semanas e utilizá-lo pra assar um pan au levain. Não lembro exatamente que receita usei, mas pode ter sido essa ou essa. O primeiro resultado ficou com uma aparência bastante agradável:

Primeira experiência com levain.
Primeira experiência com levain (fermento natural).

A textura, no entanto, lembrava bastante a de uma viga de concreto. A massa era tão ácida que a primeira lufada de vapor me fez lacrimejar durante uns 5 minutos. Quando recobrei os sentidos, tirei a foto acima e imediatamente descartei a experiência. Aquele “pão” acabou levando pro lixo um pouco do meu ímpeto padeirista.

Foi assim até que, uns 5 meses atrás, ao final da nossa primeira leva de cerveja, dona Mari Ponso e eu nos deparamos com 5 quilos de malte pilsen belga prontos para serem colocados no lixo. Dona Mari fez excelentes bolos e panquecas. Meus melhores resultados foram mesmo com os pães. Testei várias porcentagens até me contentar com 1/3 de malte e 2/3 de farinha de trigo:

Uma das primeiras experiências padeiristas com malte.
Um dos primeiros testes com malte.
Testando gergelim preto no pão de malte.
Cobertura de gergelim preto no pão de malte.
Malte de uma Red Ale (doação de Guilherme Caon) proporcionou o meu melhor resultado no malte-padeirismo.
Malte de uma Red Ale (doação de Guilherme Caon) proporcionou o meu melhor resultado no malte-padeirismo.
O grande e o pequeno: resultado do teste de tamanhos.
O grande e o pequeno.

Se tiver interesse em experimentar o singelo pancito, entre em contato pelo email moa@mimmesmo.com.br. Antes que perguntem: não dá brilho.

Cerveja Vitrola

Se, numa improvável entrevista de emprego com Deus (ou qualquer um dos seus pseudônimos, para evitar o ódio racial), eu tivesse que mostrar algo que realmente me desse orgulho, seguramente não hesitaria em entregar ao onipresente uma garrafa da Cerveja Vitrola.

Cerveja Vitrola e os Vitroleiros

A idéia de fazer a própria bira surgiu repentinamente em setembro de 2010 na cabeça de Leonardo Ponso que logo me convidou para tocar a empreitada. Posteriormente, Marcelo Armesto juntou-se aos bons e tornou-se um deles. Depois disso foi adquirir panelas, chillers, maltes, lúpulos, fermentos, mangueiras, tampinhas, fermentadores e passar muitas horas nos finais de semana na frente de fogões e limpando garrafas.
Tudo feito dentro dos mais rigorosos padrões do mimmesmismo, claro.

A fonte

Feita numa noite, meio sem jeito, meio simpática, toda dura, mas cheia de si, a mimmesmo.ttf

mimmesmo.ttf

Simples e honesta. Aliás, como eu acho que tudo deveria ser.



RSS Feed. A mimmesmo usa, com orgulho, o Wordpress e o tema Modern Clix, do hermanito Rodrigo Galindez. Valeu gurizada!