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O guarda-roupas verde

Nos últimos meses, enquanto preparava as instalações da minha nano-cervejaria, aproveitei pra confirmar a aptidão dos Schneiders no tosco-marcenarismo. Na minha melhor investida nesse universo, retalhei, pintei e adaptei um velho móvel que usava pra serigrafia num simpático guarda-roupas verde:

O guarda-roupas verde

Realmente uma pena não ter feito um registro já com o acervo da proprietária. Ambos muito charmosos.

Pão de malte

Post em homenagem ao irmão Léo Ponso, que inacreditavelmente completa 29 anos hoje.

Há uns 3 ou 4 anos atrás ouvi o pai contando das maravilhas daquelas panificadoras domésticas, que inundam a casa com cheiro de pão quente de manhã, que são programáveis, que fazem geléia, bolo… até que acabei comprando uma. Me viciei naquela rotina de alimentar a maquineta com farinha, leite, fermento, etc e receber de volta um belo pão caseiro no momento em que acordava. Achei aquilo genial. Com o tempo, mandei as favas a automação e fui me aventurando no padeirismo. Testei pão doce, integral, centeio, com queijo, com ervas, calabresa. O ápice das minhas experimentações foi cultivar fermento natural durante 2 semanas e utilizá-lo pra assar um pan au levain. Não lembro exatamente que receita usei, mas pode ter sido essa ou essa. O primeiro resultado ficou com uma aparência bastante agradável:

Primeira experiência com levain.
Primeira experiência com levain (fermento natural).

A textura, no entanto, lembrava bastante a de uma viga de concreto. A massa era tão ácida que a primeira lufada de vapor me fez lacrimejar durante uns 5 minutos. Quando recobrei os sentidos, tirei a foto acima e imediatamente descartei a experiência. Aquele “pão” acabou levando pro lixo um pouco do meu ímpeto padeirista.

Foi assim até que, uns 5 meses atrás, ao final da nossa primeira leva de cerveja, dona Mari Ponso e eu nos deparamos com 5 quilos de malte pilsen belga prontos para serem colocados no lixo. Dona Mari fez excelentes bolos e panquecas. Meus melhores resultados foram mesmo com os pães. Testei várias porcentagens até me contentar com 1/3 de malte e 2/3 de farinha de trigo:

Uma das primeiras experiências padeiristas com malte.
Um dos primeiros testes com malte.
Testando gergelim preto no pão de malte.
Cobertura de gergelim preto no pão de malte.
Malte de uma Red Ale (doação de Guilherme Caon) proporcionou o meu melhor resultado no malte-padeirismo.
Malte de uma Red Ale (doação de Guilherme Caon) proporcionou o meu melhor resultado no malte-padeirismo.
O grande e o pequeno: resultado do teste de tamanhos.
O grande e o pequeno.

Se tiver interesse em experimentar o singelo pancito, entre em contato pelo email moa@mimmesmo.com.br. Antes que perguntem: não dá brilho.

Cerveja Vitrola

Se, numa improvável entrevista de emprego com Deus (ou qualquer um dos seus pseudônimos, para evitar o ódio racial), eu tivesse que mostrar algo que realmente me desse orgulho, seguramente não hesitaria em entregar ao onipresente uma garrafa da Cerveja Vitrola.

Cerveja Vitrola e os Vitroleiros

A idéia de fazer a própria bira surgiu repentinamente em setembro de 2010 na cabeça de Leonardo Ponso que logo me convidou para tocar a empreitada. Posteriormente, Marcelo Armesto juntou-se aos bons e tornou-se um deles. Depois disso foi adquirir panelas, chillers, maltes, lúpulos, fermentos, mangueiras, tampinhas, fermentadores e passar muitas horas nos finais de semana na frente de fogões e limpando garrafas.
Tudo feito dentro dos mais rigorosos padrões do mimmesmismo, claro.

A fonte

Feita numa noite, meio sem jeito, meio simpática, toda dura, mas cheia de si, a mimmesmo.ttf

mimmesmo.ttf

Simples e honesta. Aliás, como eu acho que tudo deveria ser.



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