Elvis. Não aquele.

Dentro de um par de dias Elvis não estará mais ao meu alcance. Não só ao meu, mas de uma turba de fãs e amigos que sentirão falta das típicas costeletas, da incrível malemolência, da voz inconfundível, mas sobretudo, das sacadas geniais que ele coloca nas camisetas e que vestem todo e qualquer ser que tenha, no mínimo, um doze avos de humor no sangue e 25 pilas no bolso (que ninguém é bobo).

Hello NietzscheSeja um idiota

GurgelCCCP

 

Além de fã e amigo, tenho o privilégio de ter sido aprendiz desse cretino, que vai trocar esse país abençoado por Deus pra viver no Canadá, sob o pretexto de ter achado a sua metade da laranja. Quando eu e Nico Collares decidimos imprimir nós mesmos os aventais do Parangolé (cuja marca estávamos ajudando a criar lá pelos idos de 2005 2006), não tínhamos outra alternativa a não ser ligar inúmeras vezes ao desertor aqui em questão, atrás de conhecimentos avançados na área da serigrafia. Tempos depois assisti a um dos seus disputados workshops na fabico e passei a imprimir algumas camisetas por aí, mas sempre recorria ao mestre em caso de dúvidas ou pra propor algum plano maluco de parceria.

Repórter ou crítico de cinema: cove sempre veste bem.
Repórter ou crítico de cinema: cove sempre veste bem.

No entanto, há uma verdade a ser dita: apesar de ter me ensinado todas as manhas do tosco-serigrafismo, a minha ânsia de personalizar camisetas é anterior aos ensinamentos de Elvis Branchini. Existem relatos maternos que contam de algumas tentativas no primeiro grau, mas a primeira prova fotográfica é do ano de 1994:

Jovem é ou não é uma merda?
Jovem é ou não é uma merda?

Existe também um outro belo registro feito no ano de 1998:

Osso Duro e Pato Fú em 1998: um raro registro.
Osso Duro e Pato Fú em 1998: um raro registro.

A impressão, óbviamente,  não foi feita por mim, mas todo o processo foi acompanhado de perto, por conta do receio de que a belíssima arte (feita com papel recortado) não fosse reproduzida com a qualidade necessária. Desnecessário dizer que tanto Fernanda Takai como John Ulhoa não usaram o mimo no show, mas isso faz bastante tempo e já superei o episódio.

Divergências históricas a parte, quero aproveitar os dias que antecedem a viagem para distribuir adesivos que farão uma tentativa desesperada de evitar mais essa deportação de amigos para lugares de gosto duvidoso. Conto com a ajuda de todos antes, durante e depois da festa do dia 19.

Fica, Elvis!

Canadá?
Fica, Elvis.